| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Tinamiformes |
| Família: | Tinamidae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | C. tataupa |
O inhambu-chintã é uma ave tinamiforme da família Tinamidae. Também conhecido como inhambi-chintão, inhambu-do-bico-vermelho, chitão, bico-de-lacre, pé-roxo, inhambuxintã, inambuxintã, nambuxintã, nhambuxintã, inamuxintã, inhambumirim , nambuzinho, lambu, inhambu-de-canela-roxa e nambu-pé-roxo.
O inhambu-chintã foi imortalizado na composição de Athos Campos e Serrinha, nas vozes de Tonico e Tinoco, dando inspiração e origem ao nome da dupla Chitãozinho e Xororó.
Eu não troco o meu ranchinho marradinho de cipó
Pruma casa na cidade, nem que seja bangalô
Eu moro lá no deserto, sem vizinho, eu vivo só
Só me alegra quando pia lá pra aqueles cafundó
É o inhambu-chitã e o xororó
É o inhambu-chitã e o xororó
[…]
Seu nome científico significa: do (grego) kruptus = escondido, oculto; e oura = cauda; crypturellus = diminutivo de crypturus; e do (guaraní) tatáupá = nome ameríndio para esta ave, seu significado aponta para casa ou casas e fazendas do país. ⇒ Pequeno Crypturus Tatáupá ou pequena (ave) Tatáupá com cauda escondida. “Ynambú tataupa” de Azara (1802-1805) (Crypturellus).
Possui tamanho intermediário (21 centímetros de largura e 15 centímetros de altura), entre o inhambu-chororó (o menor do gênero) e o inhambuguaçu. O macho é um pouco menor que a fêmea. O colorido do dorso é bruno castanho, cabeça e pescoço são cinza escuro, garganta e o meio da barriga cinza-azulado; o resto do lado inferior cinzento, os lados da barriga e coberteiras inferiores da cauda pretas com orlas esbranquiçadas.
O bico é vermelho e as pernas roxas. É conhecido por pé-roxo, chitão, bico de lacre e codorninha (Vale do Ribeira/SP). Apresenta raças geográficas ao longo de sua distribuição na América do Sul. É espécie cinegética (caçada como alimento).
O nome chitã ou chitão vem do desenho críptico das penas traseiras, que, no imaginário dos nossos antigos caboclos, se assemelhava ao colorido de um “pano de chita”.
Possui quatro subespécies reconhecidas:
Geralmente de setembro a dezembro. Postura de 3 a 5 ovos de tonalidade rosada, chocados pelo macho, por um período médio de 19 dias.
É um tinamídeo relativamente comum em grande parte do Brasil e que apresenta boa resistência às alterações antrópicas. Habita capoeirões, espigões de mata secundária, plantações degradadas em áreas de mata nativa primitiva e plantações (milho, café, algodão, entre outras). Em canaviais e áreas de Eucalyptus, pode ocorrer, em havendo capoeiras nativas nas proximidades, ou sub-bosque.
Sua vocalização consiste numa rápida escala descendente, e variações da mesma em macho e fêmea. — Marcos Massarioli 2009/05/05 15:52
Esta espécie ocorre desde o NE brasileiro até a Argentina, onde é chamada perdiz del monte, perdiz del hogar.